Myanmar, um país para ser descoberto. – do 20 ao 31.12.09
Um dos países mais desconhecidos do mundo foi a nossa escolha de viagem de fim de ano.O Myanmar é um país do tamanho da França e da Inglaterra juntos com uns 60 milhões de habitantes. Mais de 70% da população é da etnia Bruma. Por isso o país se chamava Birmânia.
O Myanmar é um país essencialmente agrícola portanto pobre. A revolução industrial ainda não chegou. Há quase 50 anos o Myanmar vive sob um regime autoritário militar. No início foi comunista. Há 10 anos o governo começou a abrir o país.
As melhores estradas do país estão num estado quase impraticável. Uma pista somente. Para percorrer 200 km levamos 5 horas. Portanto quando queremos viajar entre duas cidades onde a estrada não é das melhores, isso quer dizer que ela é impraticável. Felizmente o Myanmar possui três companhias aéreas e as estradas aéreas são do mesmo nível que as da Europa.
Antes de retratar o nosso percurso, algumas particularidades do país…
O Myanmar é provavelmente o país mais seguro do mundo. Uma mulher pode caminhar sozinha na rua às 2 horas da manhã sem o menor risco. É realmente agradável de não precisar olhar em volta de si todo o tempo para evitar roubos. Podemos dizer que o Myanmar é provavelmente um dos países mais seguro do mundo.
Além disso, eles sorriem todo o tempo e são bem acolhedores.
Por outro lado, visto a influência da cultura indiana e chinesa, eles adoram mastigar uma espécie de tabaco e cospem toda hora no chão. Isto não é muito agradável.
Para chamar os garçons num bar ou restaurante, não adianta gritar por eles. É nécessário reproduzir o barulho de um beijo.
O dólar é a moeda corrente por aqui, porém as notas têm que estar impecáveis. Se elas estiverem ligeiramente usadas, impossível usá-las. Os cartões de crédito ainda não chegaram por aqui. Ao menos a internet começa a se desenvolver.
Nós decidimos fazer uma viagem organizada pois o tempo era curto e a locomoção é difícil, assim não perderíamos tempo. Claro que a viagem perde um pouco de charme, mas é o preço a pagar para ver o máximo de coisas e lugares num curto espaço de tempo.
A viagem desde Genebra foi muito longa, passando por Abu Dhabi e Bangkok. Nós chegamos à Yangoon, a capital do país, uma grande cidade de 5 milhões de habitantes. Bem suja, desorganizada, barulhenta e poluída.
O principal lugar da capital é Schwedagon, a pagoda mais importante do Budismo no país. Um lugar de paz no meio de uma grande confusão. O Budismo é a religião majoritária do país. Também existe um pouco de muçulmanos, cristãos e outras religiões indianas e chinesas.
No dia seguinte, nós fomos à Bago, uma cidade ao norte de Yagoon. Assim nós visitamos o interior de Myanmar. Realmente bom pobre, sujo, zoneado e vibrante. Por outro lado, as plantações agrícolas estão disseminadas em todos os lugares. Aparentemente, todos têm o que comer.
Myanmar é um país bem rico. O solo é fértil o que permite uma agricultura abundante, eles tem muitos minérios e começaram a explorar o gás e o petróleo. Evidentemente esta riqueza é distribuída somente para a minoria no poder.
Saindo de Yangoon nós tivemos o prazer de ver uma grande feira onde pudemos ver as pessoas, seus costumes, frutas e legumes. Como sempre, um lugar colorido e vibrante perfeito para tirar fotos…
Em Bago nós visitamos vários lugares do Budismo como o Kya Khet Waii Monastyr onde pudemos assistir a hora do almoço. Um momento sempre interessante visto a ordem e o silêncio que reina.
Em seguida, nós visitamos um dos lugares mais importantes (tem tantos por aqui) do Budismo de Myanmar, o Shwemawdaw Pagoda, mais um lugar de paz intensa.
Uma pequena pausa para comer num restaurante típico birmano. A comida é bem parecida com a indiana com muito curry e molhos a base de peixes e camarão. A cozinha chinesa também é bem presente por aqui.
O último lugar visitado à Bago foi o Shwethalyaung Pagoda onde a gente encontrou o famoso Buda deitado.
De volta à Yangoon, nós pudemos aproveitar de belos momentos no campo e seus múltiplos rios. O Myanmar é um país onde a água não falta.
No dia seguinte, nós fomos à Kyaiktiyo Pagoda ver a golden rock. Na verdade, eles acreditam que este bloco de pedra fica em equilíbrio graças a um fio de cabelo do Buda que está debaixo da pedra.
Nosso guia, Myo, é um cara muito gente boa. Nós pudemos conversar longamente sobre a situação política do país se bem que isso é proibido. Nós pudemos compreender um pouco melhor como o país funciona e porque esta ditadura dura a tanto tempo.
Nossa humilde opinião é que o Budismo (como sempre as religiões!) é a razão principal dessa inércia. As pessoas dizem que é o carma deles, portanto eles dizem que devem passar por essa situação para atingir o nirvana. Este nirvana tão distante e abstrato… A maior parte da população não se mexe e não tenta mudar as coisas.
A viagem continuou em Bagan onde nós fomos de avião. É uma antiga capital onde milhares de templos e estupas foram construídas desde o século XI. Muitas ainda bem conservadas. Um lugar muito agradável e bonito com alto astral.
Dois dias depois, nós pegamos um carro para percorrer 6 horas de estrada até Mandalay. A estrada era muito ruim mas tinha belas paisagens.
Mandalay é a segunda cidade do país com um milhão de habitantes. Mais uma vez, uma cidade suja, poluída e feia. Felizmente, existem belos lugares próximos, como por exemplo, a ilha de Mingun no principal rio do país, que corta de norte ao sul o país, o Ayeyarwady River.
Em Mandalay nós visitamos o principal mercado da cidade. As imagens falam por si só...
À Mandalay nós tivemos a sorte de assistir a cerimônia de partida de um menino ao monastério, uma espécie de batizado, celebrado com uma grande festa pela família e amigos.
E também pudemos ver o que os locais comem no café da manhã, arroz frito com ovo que é a base da alimentação birmana. O arroz é omnipresente em todas as refeições.
Nós também visitamos a incontornável Mahamuni pagoda onde nós vimos o famoso Buda envolto em folhas de ouro. Um dos lugares sagrados do Budismo em Myanmar.
Assim que o belo Shwenandaw Kyaung pagoda feito inteiramente em madeira de teck.
A pagoda do Kuthodaw é conhecida por ter o maior livro do mundo. Na verdade são pedras de mármore escritas que contam os ensinamentos budista.
Para terminar o dia, nós subimos o Mandalay Hill para ter a vista panorâmica de toda a cidade.
Não muito longe de Mandalay fica localizado Amapura, uma antiga capital do reinado de Bruma. Nós visitamos o que deve ser provavelmente o maior monastério do país. Centenas de iniciantes que comem num silêncio e ordem absoluto.
Em seguida, nós fomos ver a famosa ponte U-Bein inteiramente construída em teck e aparentemente a maior(1.200 metros) do mundo nesse gênero. Nós pudemos admirar belas imagens do quotidiano, das pessoas e belas paisagens.
Tão bonito que voltamos mais tarde para admirar o pôr do sol visto de um pequeno barco a remo no meio do lago. Deixamos vocês admirarem o beleza do lugar…
Um detalhe engraçado é que os pescadores pegam os peixes com as mãos.
De charrete, nós visitamos a região chamada Inwa onde nós pudemos ver belas pagodas, sendo uma de teck…
e a segunda de concreto imitando o teck.
No caminho de volta, nós pudemos admirar os campos de arroz. Aliás, eles estão em todos os lugares. Definitivamente é o país do arroz.
A última etapa da viagem foi no Inle Lake. Um grande lago à 900 metros de altitude no estado de Shan. Nós pegamos mais uma vez o avião para evitar as 15 horas de carro. Nós chegamos na cidade de Heho e demos uma volta para ver uma pagoda dentro de uma gruta.
A estrada foi bela com lindos panoramas.
O que observamos rapidamente foi a limpeza e organização nesta região. Nada a ver com o que vimos antes no sul do pais .
A gruta têm milhares de estátuas do Buda. Essas pessoas são muito crentes e pensam realmente que Buda pode intervir e ajudar a resolver os problemas desta e de outras vidas.
A região de Inle lake é muito bonita e autêntica. Vários vilarejos foram construídos sobre pilotis. Uma espécie de Veneza asiática.
Este lago é quase inteiramente coberto por uma camada de algas e vegetação de meio metro de espessura. Isso obriga aos pescadores a ter uma técnica bem particular. Eles usam redes em forma de cone que eles devem enfiar até o fundo do lago transpassando essa camada de algas. Para fazer isso, eles remam com uma perna. Assim eles têm as duas mãos livres para a pesca.
Esta região é sem dúvida a mais bela e interessante do país além de Bagan. Os vilarejos são originais, bem estruturados e sempre têm uma creche para as crianças pequenas.
Evidentemente nós visitamos as pagodas e monastérios da região.
Eles cultivam legumes, frutas e flores no lago. Na verdade, eles cortam uns pedaços das placas de algas para fazer jardins flutuantes. É uma região bem fértil e grande produtora de alimentos.
Nos mercados dessa região podemos encontrar varias etnias que vendem seus produtos. Entre elas, as famosas mulheres girafas (se bem que elas estão lá para os turistas pois elas vivem na fronteira com a Tailândia …).
A viagem terminou em Yangoon para onde voltamos de avião. Nós passeamos a pé pela cidade. Nós vimos o mercado,
os antigos prédios da época colonial britânica,
além de comer num excelente restaurante local,
e visitamos um belo parque bem no centro da cidade.
À noite, último dia do ano, nós fomos jantar num restaurante barco e assistir a um espetáculo de dança típica. Depois, nós fomos no bairro chinês beber cerveja com os jovens de Myanmar que não mudam muito quanto ao look em relação aos jovens ocidentais.
E para não esquecer as quatro palavras que nós aprendemos : Mingalava = Nicanlá =Bom dia e Olá Tezoubé = Obrigado Mauebou = Não quero comprar nada
Vraiment trop beau ! Merci pour toutes ces belles photos. Vivement la fin de cette maudite dictature (Please support Aung San Suu Kyi). Bisous à vous deux et plein de santé pour la nouvelle décennie avec beaucoup de voyages à la clé.
Sublime
Emmanuelle Bigo (85.171.129.75)
Ca m'a transporté, ça donne envie de prendre un billet, son sac à dos et de partir à la rencontre de ce pays. Bravo pour ces fantastiques photos!!
Gros bisous
Manou
Powered by JoomlaCommentCopyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved.Homepage: http://cavo.co.nr/